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ENTREVISTA COM AUTOR

Aqui você poderá conhecer, mensalmente, um dos nossos escritores e descobrirá como tem sido sua experiência no mercado editorial.

 

Litteris Editora: Como você iniciou sua carreira de escritor?

Bruno Black: Na verdade eu não sabia que eu era escritor, eu sabia que eu amava escrever e ainda acho que preciso explorar ainda mais meus medos maiores para realmente me tornar um escritor... mas é fato que estou no meio desse furacão levando poesias, contos e até crônicas como um caminho literário que me alimenta cada dia mais.

Litteris Editora: Como iniciou?

Bruno Black: Em 1995 um amigo chamado Cleber Melo me convidou para escrever poesia, mas eu não queria. Mas naquele momento descobri que amava expor pensamentos ou que esse dom coexistia dentro de mim. Em 1999, percebi que já tinha feito pelo menos umas cem poesias e que de alguma forma havia me tornado um poeta por mérito próprio, justamente por descobrir que eu ao escrever, conseguia tocar as pessoas. Na verdade passado alguns anos, acredito que esse é o principal papel da poesia na vida das pessoas, sobretudo de quem as faz.
Eu digo para todos que em 1999 começou de verdade a minha carreira, a partir do momento que descobri aquilo, percebi que a palavra mudaria toda a minha vida e para sempre. Digo, o ato de ser poeta!

Litteris Editora: Geralmente, quem escreve gosta de ler. Qual sua literatura e autor preferido? Eles influenciaram você literariamente?

Bruno Black: Eu admito que escrevo mais do que leio, mas sempre gosto de ler bons livros e admito outra coisa, leio mais revistas do que livros, entre elas a Super Interessante, Nova Escola entre outras. E têm mais, eu vim pela literatura não pelos livros, apesar de na escola ter que ler muito pra fazer as provas, eu vim pela música por cantores como Djavan, Mariah Carey e Tim Maia.
O livro mais marcante da minha vida foi "O Menino sem Pátria!", mas eu gosto muito de ler novos autores, entre eles: O Bobo da Corte de Adriano Soares; o que escreve Marcio Muniz; todas as mulheres que compõem a antologia Mulheres Reais, O  que Vem do Coração de Laurimeri e Angelina da Conceição... têm muita gente boa no mercado. Conheci uma grande escritora da literatura negra, Eliana Alves Cruz e seu livro "Água de Barrela". Estou experimentado novas leituras e autores.
Qualquer leitura me influencia, eu sempre posso voar em novos caminhos ao me redescobrir!

Litteris Editora: Fale um pouco sobre seus livros? Quantos já têm editado e sobre o que falam?

Bruno Black: No momento tenho seis livros publicados e estou preparando mais quatro. Sobre os já lançados: Perdas e Ganhos. Ele tem um lema: "Quem nunca teve Perdas e Ganhos no amor que atire o próprio coração!". Ele fala literalmente de amor, das dores que nos causam, dos momentos vulneráveis que temos, das falhas que cometemos e dessa intensidade que nos permitimos ter constantemente ao se entregar ao outro por inteiro. É um livro visceral!
Face a Face o que Tu me Diz! Fala de todos os assuntos possíveis por alguém que tem uma mente plural desde a infância. Eu sou um jovem urbano e esse livro carrega lembranças em poesias de um mundo que vejo diante dos meus olhos e é um livro simples, leve e compacto!
Minha Cidadania Violada até Quando? É um livro que fala do meu olhar sobre as comunidades do Rio de Janeiro de um modo bem real, eu pareço querer traduzir aquilo que via, através de sons, notícias, sentimentos, relatos de pessoas daquele lugar, favelas que eram para uns um paraíso por seus valores reais e no momento seguinte se tornar um inferno em função dos tiros e total descaso da sociedade.
É escrita por um negro, favelado e pobre, que durante os bombardeios escrevia sem parar embaixo da mesa, acreditando que esse era o único legado que poderia deixar de presente para o mundo! É dividido pelo lado negativo e positivo de um olhar bem sincero e poético!
Face a Face Eu Ser Palavra. Um livro de poesias bem forte, ele fala de assuntos que pertencem ao indivíduo, assim como ao coletivo. Ele nos faz rir de coisas que vamos compartilhar e nos faz refletir por vias do eu em conflito, é o meu livro onde os jovens começaram e descobrir o meu mundo literário. Ele faz questão de legitimar o poder das palavras!
Poético. É uma evolução do Face a Face, o que Tu me Diz? e do  Eu Ser Palavra!, onde eu me redescubro com meus projetos gráficos, meus sonhos e com um novo olhar sobre minha arte. Poético é transcendental sem ser refinado, bem acabado e organizado.
Sabe um papo bem simples para que a troca de palavras comece a tomar forma? Esse livro é o livro onde 80% de pessoas que nunca leram poesias, começaram a querer ler e saber por que ela pode estar diante de nosso olhar, diante do mais simples e não deixando de ser verdadeiramente tocante. Esse livro trouxe a tona um novo ser humano preocupado com o mundo, com os leitores desprezados no dia a dia. Poético é um livro para ser devorado, pois é alimento para alma, nutre os seres vivos que valorizam a vida como ela é, digo, possível e não perfeita!
Poetas Sem Nome. Um livro com exercício de três grandes poetas da Zona Oeste do Rio, dispostos a fazer arte juntos, mostrando o exercício da palavra em vários níveis, seja por um, por dois ou por três. Vários temas em jogo e um único propósito: a poesia.  

Litteris Editora: E sobre o seu último livro, como ele se destaca dos demais?

Bruno Black: Perdas e Ganhos é minha maior produção até hoje, nascida no ano de 2005 e remodelada em 2017. Esse livro é o meu primeiro momento de dizer ao mundo que eles precisam respeitar um livro de poesia, dando valor a cada página como se ela fosse única. Assim como um alimento para um momento de tantas crises. Cada página, cada poesia, cada pedacinho do livro foi pensado como as pessoas podem devorar meu dom e seguir em suas descobertas... é por amor que minhas poesias nasce e renasce dentro de mim!
Esse livro toca as pessoas, pois é de poesia humana, de um poeta que faz questão de se comunicar com os outros por inteiro, as páginas respiram lirismo e encanto, cada poesia tem voz, fala por si só. Tem ainda a opinião de poetas sobre as minhas poesias. Tem diálogo entre homens e mulheres, poemas homenageando histórias de pessoas, tem resgate do papel de carta e muito mais.
É um livro pronto para emocionar o olhar, encantar as pessoas de um mundo realmente literário diante das palavras que nasce do coração.
Eu digo: "Quem nunca teve Perdas e Ganhos no amor que atire o próprio coração!"

Litteris Editora: Algum projeto especial para 2018?

Bruno Black: Sempre, eu escrevo coisas que talvez nunca irei lançar, eu me divirto com tudo isso! Mas sempre tenho cartas na manga e o que posso revelar sobre 2018, é Nova temporada do Programa Os Descabelados, um livro Infantil, mas ainda não sei se terá poesias. Também um livro de poesias onde estou brincando com minha desconstrução interior.
O Projeto Domdomdom vai continuar nas escolas, universidades, centro culturais e de reabilitação, igrejas e muito mais.
Lançamento da antologia da Flup onde participo como autor, poeta ao pé da letra.  
Ainda saraus pelo Brasil, já na agenda São Paulo, Minas Gerais, Recife e claro pelo meu Rio de Janeiro que sempre me abraçou com muito amor e respeito.
E deixo aqui minha frase, minha marca, meu amuleto: Se tens um dom, SEJA!

"Existem perdas que são inevitaveis em nossas vidas,tudo bem!
O importante é o que fazemos depois dela,além de esperar o tempo aliviar o nosso ser,devemos nos olhar de dentro pra fora e focar naquilo que de fato Deus determinou pra nós!
Tenha um excelente dia,você merece por cada sol que nasce dia à dia!"
(Bruno Black 2011)

 

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